Resenha: Placebo Junkies – J.C. Carleson

Título: Placebo Junkies
Autora: J.C. Carleson
Editora: Fábrica231
Ano: 2016
Páginas: 304
Nota: 
*Livro cedido em parceria com a editora

Sinopse: Audie
é uma jovem como qualquer outra, mas encontrou uma forma incomum de descolar
uns trocados: ela serve de cobaia para a indústria farmacêutica. Neste
irreverente romance, J.C. Carleson, ex-agente da CIA, mergulha no universo
pouco conhecido, mas muito impressionante, dos voluntários em série de testes
farmacológicos. Na tradição de Trainspotting e Drugstore Cowboy, doses
cavalares de humor negro disputam espaço na trama com o drama de jovens que
vivem no limite. No caso de Audie, ela precisa juntar dinheiro para oferecer a
Dylan, seu namorado que tem uma doença terminal, uma festa de aniversário de 18
anos inesquecível. “Não há ganho sem dor”, ela repete, em meio aos efeitos
colaterais das substâncias e procedimentos a que está sujeita e aos esquemas
para lidar com eles. Mostrando as entranhas de um mundo desconhecido da maioria
das pessoas, Placebo junkies arrancou elogios da crítica com sua narrativa
original e completamente viciante.

Audie é uma adolescente que já passou por poucas e boas na vida. Mas agora ela descobriu um modo de se manter e conquistar sua independência: tornando-se uma cobaia de laboratório. Dividindo o apartamento com seus amigos (e também cobaias) Charlotte e Jameson, Audie consegue a grana que precisa participando de testes dos mais variados tipos, tornando esta a sua verdadeira “profissão”. 

Audie namora Dylan, um jovem que sofre de uma doença terminal. Audie resolve fazer uma enorme surpresa para o aniversário de dezoito anos dele, mas para isso será necessário economizar o máximo possível e participar de mais testes do que antes. Ela diz a si mesma que não há ganho sem dor, mas tantas drogas trarão consequências para a sua vida…

Placebo
Junkies
é um livro que vai mexer com sua cabeça.
A narrativa – crua, direta, intensa – atinge o leitor de
forma a fazer com que ele se sinta imerso no mundo das cobaias de laboratório. Os efeitos dos testes aos quais Audie se submete fazem com que
a realidade seja alterada, distorcendo alguns fatos e exigindo atenção do
leitor. O livro possui um humor ácido e diálogos interessantes, além de ser muito fácil compreender a personalidade da protagonista.

Os personagens são muito bem construídos e, em sua maioria,
intrigantes. Audie é, à sua maneira, cativante. Charlotte é cheia de vida e
um pouco misteriosa. Dylan também é um cara
bastante para frente, apesar da sua doença. Jameson foi o único personagem que não senti um aprofundamento tão grande. 

Em suma, os personagens secundários possuem
bastante espaço na trama e é bacana acompanhar o desenvolvimento deles na
história, a forma como lidam com os testes, a grana que recebem e as
consequências de suas escolhas. Aliás, acho que esse é um dos pontos centrais
da trama: até onde nossas escolhas podem nos levar? 

O lado ético também tem sua parte na história, principalmente
como consequência das ações das empresas que fazem testes em humanos. Os
procedimentos são arriscados e fazem com que a gente se pegue pensando se eles
realmente consideram os riscos que trazem aos “pacientes” dos estudos.

Placebo Junkies mostra um pouco do que há por trás dos famosos
testes com cobaias. Eu, sinceramente, nunca havia pensado que poderiam existir
pessoas que fariam deste o seu “trabalho”. Oferecer suas veias, fluidos, pedaços,
em troca de grana. É necessário muita coragem. 

A autora deixa uma nota ao final do livro comunicando que
atualmente as empresas, em sua maioria, deixaram de fazer testes tão
perigosos/cruéis quanto os que podemos observar no livro. Mas ainda assim, fiquei refletindo por um bom tempo sobre o assunto e me bateu uma grande curiosidade sobre como os testes são feitos hoje em dia…

A obra possui alguns mistérios e revelações que me
mantiveram presa à trama durante toda a leitura. Mas o melhor estava por vir:
há uma grande reviravolta no livro que me deixou de queixo caído. Sério, eu
jamais esperaria pelo que li. Achei incrível e o desfecho consagrou a
genialidade da autora.

A edição da Fábrica231 está ótima!
A diagramação está muito boa, fonte em um ótimo tamanho e
simplesmente adorei a capa, bem condizente com a trama. Ótimo trabalho da
editora!

Placebo Junkies é uma obra cheia de fluidos corporais,
mistérios e uma narrativa de tirar o fôlego. Super indico!


Resenha: Querubins – A Balança do Coração, de Martha Ricas

Título: Querubins – A Balança do Coração
Autora: Martha Ricas
Editora: Coerência
Ano: 2016
Páginas: 267
Nota:  

Sinopse: O solo italiano sempre foi marcado pela violência de seus
moradores, seja por suas batalhas ou paixões.
A doce querubim Ashira é enviada à bela cidade de Florença,
no coração da Itália renascentista. O lugar exala arte, beleza e romance,
contudo são nos segredos mais profundos dos corações de seus moradores que ela
deve adentrar, sendo enviada para a casa de seus governantes implacáveis, os
Médici.
Dentre os humanos que se colocam em seu caminho, estão Lucca
Amato, um jovem pintor que acaba se encantando por ela, e a donzela Graziella
di Médici, a herdeira temperamental para quem trabalha disfarçada de dama de
companhia.
Uma traição coloca seus destinos em risco e uma guerra entre
coração, razão e egos sacode as muralhas da cidade das artes.
Cenários estonteantes, intrigas familiares e batalhas
sangrentas marcaram Florença e impactarão o leitor nesta nova inserção
querubim.

Ashira, uma Querubim de coração doce e muito bondosa, é
designada para uma missão na Terra: ela deve encontrar em Florença, na Itália,
um jovem atalaia (alguém capaz de ver o mundo celeste e as criaturas do
submundo) e assim evitar uma grande guerra que está cada vez mais próxima.

Ao se colocar entre os humanos, Ashira se passa pela nova dama de companhia da Princesa Graziella di Médici, uma garota difícil de lidar
e herdeira do clã Médici, uma poderosa família. Em sua incursão, Ashira acaba
conhecendo Lucca, um jovem artista que se encanta por ela e tem a Querubim como
inspiração para suas pinturas.

Uma traição envolvendo os Médici fará com que caminhos se
cruzem e uma batalha seja travada. Ashira precisa então encontrar o equilíbrio entre
o coração e a razão, provando – mais para si mesma do que para qualquer outra
pessoa – que consegue ser uma Querubim guerreira e que não falhará na sua missão.
O livro possui alguns mistérios – e uma boa reviravolta na
metade do livro – além de cenas de muita ação que deixam o leitor ávido por mais. A ambientação do livro é muito boa! Todo o contexto histórico foi muito bem pesquisado. A autora consegue fazer com que o leitor se sinta em plena Florença. Além disso, Martha descreve as batalhas e cenários com perfeição e de forma que
não cansa o leitor.

Os personagens foram muito bem construídos e são bastante
cativantes. Ashira é uma querubim doce e com grande apreço pelos humanos. Lucca é
um aprendiz de pintor com o coração gigantesco, capaz de esconder sua dor para
cuidar da dor do próximo. Apenas uma personagem não me “desceu”, que foi
Graziella. Ela começa o livro sendo uma menina bastante egoísta e mimada, mas
vai melhorando no decorrer da narrativa. Porém, não foi o suficiente para me fazer gostar dela, rs.

Temos também a aparição da Querubim Chaya, do primeiro livro Querubins – A Sentença da Espada, que ainda é minha personagem favorita. Ashira é ótima, mas gosto mais
de personagens femininas com temperamento mais forte, assim como Chaya. As cenas em que apareciam as duas e o Querubim Salatiel foram o ápice do livro!

A narrativa possui um bom ritmo, não é cansativa e possui
alguns termos em italiano, onde a explicação se encontra na nota de rodapé. Os
capítulos, em sua maioria, são curtos, o que contribui para que o leitor continue imerso na leitura.

A edição da Editora Coerência está maravilhosa! O livro é
cheio de detalhes, possui algumas ilustrações em começos de capítulos, a fonte
é grande – e maravilhosa para ler! – e encontrei apenas um errinho durante a
leitura, nada que incomodasse de fato. Fora essa capa que é maravilhosa, né?! 

Agradeço mais uma vez à Martha Ricas pela oportunidade de
conhecer mais uma (ótima) obra dela! Estou ansiosa pelo próximo livro!

Querubins – A Balança do Coração é um livro com bastante ação, aventura, anjos e cenários incríveis! Super indico!


Resenha: Para Sempre – Alyson Noël (Os Imortais #1)

Título: Para Sempre

Autora: Alyson Noël
Editora: Intrínseca
Ano: 2009
Páginas: 264
Nota: 

Sinopse: Ever Bloom tinha uma vida perfeita: era uma garota popular, acabara de se tornar líder de torcida do principal time da escola e morava numa casa maravilhosa, com o pai, a mãe, uma irmãzinha e a cadela Buttercup. Nada no mundo parecia capaz de interferir em sua felicidade, o céu era o limite! Até que um desastre de automóvel transformou tudo em um pesadelo angustiante. Ever perdeu toda a sua família. Mudou de cidade, de escola, de amigos, e agora, além de todas essas transformações em sua vida, ela precisa aprender a conviver com uma realidade insuportável: após o acidente, ela adquiriu dons especiais. Ever enxerga a aura das outras pessoas, pode ouvir seus pensamentos e, com um simples toque, é capaz de conhecer a vida inteira de alguém. É insuportável. Ela foge do contato humano, esconde-se sob um capuz e não tira dos ouvidos os fones do Ipod, cujo som alto encobre o som das mentes a seu redor. Até que surge Damen. Tudo parece cessar quando ele se aproxima. Só ele consegue calar as vozes que a perturbam tão intensamente. Ever não entende o porquê disso, mas é incapaz de resistir à paz que ele lhe proporciona, à sensação de, novamente, ser uma pessoa normal. Ela não faz ideia de quem ou o quê Damen realmente é. Sua única certeza é estar cada vez mais envolvida… e apaixonada.

“O olhar que faz a gente derreter, o toque que faz a gente formigar, a voz que silencia o mundo…” p.41


Sinceramente, nem sei por onde começar. Nunca havia lido nada escrito pela Alyson Noël e já faz um bom tempo em que havia parado de ler livros com essa temática por simplesmente não conseguir encontrar nenhum livro que prendesse minha atenção. Eu já estava entrando em desespero e me perguntando o que estava acontecendo com  meu “eu leitora”, quando, há algumas semanas, encontrei Para Sempre perdido entre tantos outros livros na biblioteca da escola e pensei “Bom, porque não?”. Não poderia ter feito escolha melhor. Li ele em dois dias e simplesmente A-M-E-I, entretanto, o amor parou aí e infelizmente eu desisti da série no segundo livro, Lua Azul.

Mas como a história do primeiro livro me agradou muito – apesar da premissa clichê – resolvi escrever a resenha sobre ele. Vamos ao livro!

“Deve ser ótimo viver assim, aparecendo só quando dá vontade, sem ter de entrar nas trincheiras e enfrentar a barra-pesada da vida real como todo mundo faz!” p.43


A curiosidade começou a partir da sinopse e me levou a criar diversas especulações sobre qual tipo de imortal a história iria abordar, inicialmente, pensei que se referia a vampiros, mas se é sobre esse tipo de imortal que o livro retrata, você terá que ler para descobrir. Ainda assim, posso adiantar que você ira se surpreender e verá algo totalmente diferente do que é citado em livros dessa temática, a narrativa segue uma caminho completamente diferente do que imaginamos.

“Aquele que faz minhas mãos suarem, meu coração palpitar… e que não sai da minha cabeça de jeito nenhum!” p.48


O livro é narrado através da perspectiva da protagonista Ever BloomA partir do primeiro capítulo já somos apresentados a vida de Ever após o acidente de carro que matou toda sua família. Devo ressaltar que a autora faz um grande mistério em torno desse assunto, revelando aos poucos as respostas para nossas perguntas, mas apenas nos últimos capítulos descobrimos o que de fato ocorreu e o porque de Bloom culpar-se pelo trágico acontecimento.

Logo nos primeiros momentos de narrativa percebemos que Ever é uma garota que, além de possuir os problemas comuns da adolescência, enfrenta conflitos internos, paranormais e emocionais.

Damen é o galã da história, possui um jeito misterioso e sedutor. Assim que chega na escola, torna-se assunto de todas as rodinhas de “fofoca” devido a sua estonteante beleza.

Ever possui dois – e únicos – amigos, Milles, um garoto que é homossexual, cujo pai vive tentando arrastá-lo para jogos esportivos. Seu maior sonho é ser ator, ele é um personagem divertido e espontâneo; Já Haven é uma garota carente de atenção e que tenta a todo custo obter a atenção dos pais, já que é completamente ignorada por estes que só pensam no trabalho e carreira. Particularmente falando, a senhorita Haven não me agrada nem um pouco. Em muitos momentos ela se mostrou uma pessoa invejosa e sua falta de personalidade realmente me irritou.

Ever Bloom não é, e está longe de ser, a melhor personagem que já me deparei, ela falha em muitos aspectos, como por exemplo, sua imaturidade perante diversas situações e diálogos, sua confusão e batalha interna passam de interessante a irritante depois de um certo ponto. Ela acabou de enfrentar uma grande tragédia, que mudou o rumo de sua vida e personalidade, mas apesar disso, eu senti dificuldade de me identificar com ela, pois se fosse eu em seu lugar, teria reagido completamente diferente. O que eu quero dizer é que para uma pessoa que acabou de perder toda a família, ela possui opiniões e ações egoístas e imaturas. 

Após o acidente ela começa a possuir dons, como a capacidade de ver auras, ler pensamentos e com apenas um toque físico saber todo o passado e futuro das pessoas. Fora isso, ela recebe visitas regulares de sua irmã falecida de apenas 12 anos, Riley Bloom, que é minha personagem preferida por ser a responsável por diálogos que nos fazem sorrir (e querer adota-la *-*).

Sabina mora em Laguna Beach, Califórnia, e ela é a adulta da trama. É solteira e não possui filhos, pois sua vida é 100% centrada em sua carreira como advogada. É com ela que Ever passa a morar após o acidente.

Como não poderia faltar em uma boa trama, Drina é a vilã, na maior parte do livro ficamos sabendo poucas coisas sobre ela, além do fato de não ter ido com a “cara” dela desde o princípio e que ela possui, de certo modo, um envolvimento com Damen.

Como citado anteriormente, Damen é uma cara misterioso, contudo, é exatamente esse mistério em torno do personagem que nos prende na leitura, nos fazendo querer respostas para as milhares de perguntas que viram em sua mente ao longo da narrativa. Alguns dos fatores que nos deixam intrigados em relação a Damen é que ele nunca come, apenas bebe um estranho liquido vermelho e faz com que rosas e tulipas apareçam do nada.

Ever não consegue ler seus pensamentos e ele não possui aura, devido a este motivo ela aproxima-se dele, com o propósito de desvendar esse mistério. A presença do garoto lhe traz paz por silenciar os pensamentos ao seus redor, o que, de certo modo, lhe dá a oportunidade de experimentar um pouco da sensação de normalidade, de como sua vida era antes do acidente.

“Com os dedos trêmulos, desdobro as pontas do triângulo e desamasso o papel. E quase tenho um treco quando deparo com o conteúdo: um desenho, pequeno mas bastante detalhado, de uma linda tulipa vermelha.” p.63

A escrita da Alyson Noël possui um linguajar simples e que nos envolve de um modo geral na trama. Além disso, a autora costuma ser bastante descritiva em relação aos sentimentos de Ever.


“Se a voz já era aquela maravilha, capaz de me cercar de silencio, e o toque aquele espetáculo, capaz de eletrizar minha pele, o beijo…bem, o beijo é uma experiência Sobrenatural. Quando Damen se afasta e fica me olhando, fecho os olhos novamente e puxo o garoto de volta pelas lapelas da casaca.” p.78


Espero que tenham que tenham gostado da resenha e peço-lhes desculpas pela demora.


Resenha: Coroa da Meia-Noite (Trono de Vidro #2) – Sarah J. Maas

Título: Coroa da Meia-Noite
Autora: Sarah J. Maas
Editora: Galera Record
Ano: 2014
Páginas: 406
Nota:  

Sinopse:
Celaena Sardothien, a melhor assassina de Adarlan, tornou-se a
assassina real depois de vencer a competição do rei e se livrar da
escravidão das Minas de Sal de Endovier. Mas sua lealdade nunca esteve
com a coroa. Tudo o que deseja é ser livre — e fazer justiça. Nos
arredores do castelo, surgem rumores a respeito de uma conspiração
contra misteriosos planos do rei, mas antes de cuidar dos traidores,
Celaena quer descobrir exatamente que planos são esses. O que ela não
imaginava é que acabaria em meio a uma perigosa trama de segredos e
traições tecida ao redor da coroa. Enquanto a amizade entre ela e o
capitão Westfall cresce cada vez mais, o príncipe Dorian se afasta,
imerso em seus próprios dilemas e descobertas. 
A
princesa Nehemia acaba se tornando uma conselheira e confidente, mas
sua atenção está mais voltada para outros assuntos. Em Adarlan, um
segredo parece se esconder por trás de cada porta trancada, e Celaena
está determinada a desvendar todos eles para proteger aqueles que
aprendeu a amar. Mas o tempo é curto, e as ameaças ao redor castelo de
vidro estão cada vez mais próximas. Quando menos se espera, uma trágica
noite mudará a vida de todos no reino, e mais do que nunca Celaena quer
descobrir a verdade para fazer justiça.

Em Trono de Vidro fomos apresentados a esse mundo incrível
que envolve magia e mistérios. No segundo volume, a história está mais sombria
e apaixonante do que nunca.

Como vimos no primeiro livro, Celaena
Sardothien
venceu a competição que definiria o novo Campeão do
Rei de Ardalan. A assassina agora serve
o homem que ela tanto detesta e teme em troca da tão desejada liberdade. Uma de
suas obrigações é eliminar os alvos que o rei ordena – traidores da coroa ou
não -,  e trazer-lhe alguma prova, como a
cabeça da vítima. Em troca, ela recebe
o conforto do castelo, uma quantia
razoável em dinheiro que lhe permite comprar algumas extravagâncias, tais como:
livros, roupas luxuosas, joias… Porém,
ela começa a questionar o seu papel de assassina do rei. E tudo se complica
quando o seu próximo alvo é um antigo amigo de seu passado.

Nesse meio tempo, fora do castelo, surgem rumores, boatos
a respeito de uma conspiração contra o rei. Celaena então é encarregada de
investigar tal rumor e de eliminar os responsáveis por tal ato de rebeldia.

 



Ao mesmo tempo, ela precisa desvendar mistérios como: qual é
a fonte de magia negra que a rainha Elena a alertou; Quem anda utilizando as
marcas de Wyrd; Qual é a criatura faminta que anda pelos túneis secretos do
castelo… Aos poucos, Celaena vai desvendando as charadas e os mistérios que
rodeiam o castelo, e descobre verdades há muito tempo escondidas. E dessas
descobertas vem segredos… e inúmeros perigos.

E ela não está sozinha, em  meio de diversas reviravoltas a assassina
conta com a ajuda do capitão da guarda, Chaol, e do príncipe Dorian.



Quando terminei Trono de Vidro, eu fiquei louca para ler o
segundo volume da série que é composta de seis livros, sete com um spin-off. Em momento
algum do primeiro volume eu fiquei entediada. Não posso dizer o mesmo de
Coroa
da Meia-Noite
. O livro começa meio parado, sem grandes acontecimentos.

Depois das primeiras 100 páginas, ele
começa a ficar bom. Teve momentos engraçados com Mort, a aldrava mágica.
Dorian amadureceu muito. E teve uma revelação envolvendo ele que eu não esperava.
Chaol tem mais destaque nesse livro. Ele e Celaena começam um relacionamento. Celaena está mais implacável, sombria e
mordaz do que nunca.
Temos uma revelação surpreendente no final, mais precisamente na última
frase do livro. Porém, há pistas a partir da metade da obra… Descobrimos também alguns segredos da princesa
Nehemia. Eu, particularmente, nunca gostei muito dela. Acho ela inteligente, mas burra em alguns
momentos.

Não foi nesse livro ainda que a autora explorou o mundo feérico. Mas
ela dá indícios que no próximo volume estará.  A autora soube equilibrar bem magia, mistério,
romance e ação. Nas últimas páginas, a gente consegue visualizar as cenas como
um filme de ação. Fiquei arrepiada com a descrição
! É tão bem escrito e
desenvolvido que você quer estar dentro da cena. Teve vezes em que eu quis entrar dentro do livro e alertar
a Celaena dos perigos.

Mistérios foram desvendados, mas com eles vieram outros.
Tudo se encaixou perfeitamente bem. Celaena Sordothien é umas das minhas
personagens preferidas. Ela é diferente de todas que eu conheço. Ela é incrível!
Quero ser ela, haha. Sim, ela faz burrice, mas não tem como não a perdoar.  

A capa está maravilhosa. E o legal é que na frente e atrás ela está vestida diferente, mas na mesma pose. Como no livro anterior, veio o
mapa de Erileia. A fonte está boa, porém o que me incomodou foi a falta do
travessão em várias páginas.

Se você ainda não leu Trono de Vidro, o que está está esperando? É umas das melhores séries de fantasia YA da atualidade! Em Coroa da Meia–Noite temos mistérios, traições, romance
e uma boa dose de ação. É impossível
parar de ler.

Me conte se você já leu o livro ou quer ler! Beijos e até a próxima!

Resenha: Uma Morte Horrível – Pénélope Bagieu

Título: Uma Morte Horrível

Autora: Pénélope Bagieu

Editora: Nemo

Ano: 2016

Páginas: 128

Nota:  

Sinopse: Zoé trabalha em excesso e ainda precisa suportar o
namorado desempregado e grosseiro. Até que cruza o caminho de Thomas, um
escritor de sucesso à procura de inspiração. Nada intelectual, ela não sabe
diferenciar Balzac de Batman, mas vai ter que ficar esperta… porque Thomas
esconde um segredo que coloca Zoé no meio do que pode se tornar o escândalo
literário do século. De uma das quadrinistas mais conhecidas da França, Uma
morte horrível é uma história de amor e ambição com uma heroína inesquecível.


Eu tenho adorado conferir Graphic Novels e venho me surpreendendo
cada vez mais com a qualidade desse gênero. 
A Editora Nemo está sempre lançando coisas novas nesta área e desta vez
eu dei sorte de ganhar um sorteio e receber como prêmio o exemplar de
Uma Morte Horrível, de Pénélope Bagieu. Comecei a leitura sem pretensão nenhuma e
tive uma agradável surpresa ao concluí-la!

Zoé é uma garota de apenas 22 anos que trabalha demais – ela é Hostess em tempo integral – e ao chegar em casa ainda precisa
suportar um namorado abusivo e grosseiro (além de desempregado).

Até que um dia seu caminho cruza com o de Thomas, um
famosíssimo escritor que procura inspiração para seu novo romance. Ao contrário de Thomas, Zoé não é nada intelectual, nunca sequer
entrou em uma livraria e não sabe nada sobre essa vida “cult”, mas ainda assim
uma relação entre os dois se desenvolve de maneira natural… até que Zoé descobre
um segredo de Thomas que pode resultar em um gigantesco escândalo literário.
Uma Morte Horrível é uma leitura rápida – apenas 128 páginas
– e de fácil linguagem, perfeita para quem procura algo para sair de uma
ressaca literária ou simplesmente passar o tempo.

Zoé é uma heroína desconstruída. Sobrecarregada e cheia de
sentimentos depressivos sobre sua vida medíocre, a evolução da personagem durante
a história é surpreendente e gratificante.

A narrativa – irônica e bem construída – ainda aborda temas
como fama, ambição, confiança e traz boas reflexões ao leitor.
Não posso falar muita coisa sobre o enredo para não estragar a experiência de vocês com a obra, mas posso dizer que o final dessa Graphic Novel é completamente surpreendente! A
reviravolta que acontece me fez ficar de boca aberta e achando o desfecho
genial
!

Os traços da renomada quadrinista francesa Pénélope Bagieu são lindos e eu fiquei apaixonada por essa edição. A Editora Nemo caprichou, a capa está lindíssima e por dentro a obra é ainda mais bela!

Indico para quem procura uma leitura leve e inusitada.
Se você nunca leu nada do gênero, Uma Morte Horrível é uma ótima escolha!
Recomendadíssimo! 


Resenha: A Metamorfose – Franz Kafka

Título: A Metamorfose
Autor: Franz Kafka
Editora: Companhia das Letras
Ano: 2003 
Páginas: 96
Nota:  

Sinopse: A metamorfose é a mais célebre novela de Franz Kafka e uma das mais importantes de toda a história da literatura. Sem a menor cerimônia, o texto coloca o leitor diante de um caixeiro-viajante – o famoso Gregor Samsa – transformado em inseto monstruoso. A partir daí, a história é narrada com um realismo inesperado que associa o inverossímil e o senso de humor ao que é trágico, grotesco e cruel na condição humana – tudo no estilo transparente e perfeito desse mestre inconfundível da ficção universal.






Olá, leitores! Tudo bem com vocês? Hoje trouxe a resenha de um clássico da literatura, o livro é A Metamorfose, escrito por Franz Kafka. Espero que gostem da resenha. 


Pois bem, logo nas primeiras páginas de A Metamorfose, nós somos apresentados à Gregor Samsa, um rapaz que é caixeiro-viajante e que com seu emprego, sustenta toda a família. Gregor, em um dia normal, acorda e se encontra metamorfoseado em um grande inseto. Isso de certa forma é muito chocante, afinal, quem pode imaginar que isso um dia possa acontecer conosco? Gregor nem mesmo entende a sua situação, tanto que ele demora muito tempo para perceber o que ele é. Ele não tem mais a forma de um humano, ele não pode mais fazer as coisas que antes ele poderia fazer. Agora, ele é um inseto, uma criatura imunda, mas tudo bem, não é só isso. 

“Quando certa manhã Gregor Samsa acordou de sonhos intranquilos, encontrou-se em sua cama metamorfoseado num inseto monstruoso.”

Após acordar, Gregor percebe que não consegue se levantar da cama como normalmente fazia, ele não se preocupa muito com isso, na verdade, a única coisa em que ele consegue pensar é em como está super atrasado para o trabalho e para ir ao trabalho ele precisa se levantar, então ele tem que fazer um esforço anormal para levantar da cama. Afinal, ele não tem mais pernas, ele tem patas, patas que se balançam bem na sua frente. Gregor também sente as suas costas duras como uma couraça e isso tudo o impossibilita de levantar da cama. Mesmo que ele se balançasse para um lado e para o outro, ele não consegue levantar, então ele continua tentando e começa inventar desculpas para justificar sua ausência no trabalho. É nesse momento que ele escuta batidas na porta do quarto, é sua mãe avisando que falta pouco para as sete horas e que ele precisa partir.
Gregor tenta falar e avisar que ele está se levantando, mas até mesmo sua voz já não é a mesma. Nesse intervalo em que ele se levanta, ele ouve outras batidas, é sua mãe o avisando que o gerente do seu trabalho veio pessoalmente saber o que estava acontecendo. Gregor começa a ficar preocupado, afinal, não é todo o dia que ele recebe a visita do próprio gerente. Quando finalmente consegue se levantar, outro obstáculo aparece: abrir a porta. O que será de Gregor? Será que Gregor voltará a ser humano? Como a sua família reagiu quando ele abriu a porta? Isso vou deixar para você descobrir enquanto estiver lendo. 

Kafka faz uma grande crítica social à sociedade da época com a publicação dessa novela. A sociedade de que estou falando era uma sociedade extremamente ligada ao material, ao consumo, ao dinheiro, uma sociedade que esquece de valores, esquece dos sentimentos, das ligações familiares, enfim. Kafka também levanta a questão: até quando você é útil para a sociedade? Questões como: em uma sociedade como aquela, até quando as aparências são mais importantes que o caráter de uma pessoa? E devo dizer que ele faz isso divinamente, de forma sutil, mas precisa. 

“Estava deitado sobre o dorso, tão duro que
parecia revestido de metal, e, ao levantar um pouco a cabeça, divisou o
arredondado ventre castanho dividido em duros segmentos arqueados, sobre o qual
a colcha dificilmente mantinha a posição e estava a ponto de escorregar. Comparadas com o resto do corpo, as inúmeras pernas, que eram miseravelmente
finas, agitavam-se desesperadamente diante de seus olhos [… ]” 

O autor também soube desenvolver muito bem os ambientes em que a obra se passa, apesar de praticamente todas as cenas se passarem na casa onde Gregor e sua família vivem. Outro aspecto muito interessante dessa obra é o valor e a representação de cada personagem na história. Além disso, Franz Kafka soube causar o choque que eu presumo que ele queria causar, talvez não tanto pra nós que lemos essa obra atualmente, já que estamos muito acostumados a ver o egoísmo, a vaidade e o ódio prevalecerem na nossa sociedade, mas para uma sociedade que não ousava falar da sujeira atrás das aparências (ou do lixo debaixo do tapete), imagino que A Metamorfose tenha sido uma grande surpresa. 
Outro fator positivo da obra é que através das descrições do corpo de Gregor, do ambiente em que ele estava, do modo como a família o tratava, o autor soube me causar muita repugnância e estranheza. E o incrível disso, é que tudo é narrado em terceira pessoa com a melhor e maior naturalidade, isso me deixou embasbacada algumas vezes, justamente pelo fato do autor conduzir todos os acontecimentos bizarros de um jeito simples e como se tivesse tudo normal, tudo tranquilo. Isso foi genial. Enfim, eu poderia citar alguns outros pontos que me surpreenderam nessa obra, mas acho que vocês poderão descobrir essas coisas sozinhos e também porque acho que vocês vão gostar muito de ler esse livro, assim como eu gostei. E para quem tem um pouco de receio de ler clássicos por causa da linguagem utilizada, pode ficar tranquilo que a escrita de Kafka não é complexa. Você vai conseguir ler esse livro rapidinho e sem complicações. 
Se você leu até aqui, obrigada por ter lido e espero que tenha gostado. 
Beijo!

Resenha: Perdida – Carina Rissi

Eu não poderia começar a minha estreia aqui, no Livros da
Jess
, melhor!

Não acredito que demorei três anos para ler este livro! Sim,
três anos. Ficou ali na minha estante e eu só adiava a leitura, até que ele
ficou me chamando e eu finalmente o li.   
    
Perdida me cativou de tal forma que eu preciso imediatamente
da continuação. 

Título: Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 364
Ano: 2013
Nota:  

Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a
modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à
mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles
que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso
acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de
como voltar para casa ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta
desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é
acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo e lindo Ian Clarke,
Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam
ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O
que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Temos a nossa protagonista, Sofia. Ela tem 24 anos e é uma
mulher moderna, independente. Ama a tecnologia e não vive sem o celular. E foi
por ele que ela acabou perdida no século XIX. Mais precisamente, em 1830. Em
uma noite, ela vai em um bar com a melhor amiga Nina, e o namorado dela, Rafa.
Depois de muitos chopes e uma ida apressada ao banheiro, o celular acaba caindo
na privada.
No dia seguinte, ela visita uma loja para comprar um celular
novo e nesta loja estava uma gentil vendedora que lhe mostra um celular que,
segundo ela, tinha tudo que Sofia precisava. Ela sai apressada e empolgada para
mexer em seu novo celular “super moderno”. Só que ele acaba emitindo
uma luz branca super forte… É quando, mesmo permanecendo no local em que ela
estava, ela se vê em um lugar diferente, porém… ela está no século XIX! Será
que ela ficou louca? Será que é o efeito da bebida? Por que de repente ela está
vendo pessoas com roupas como se estivessem indo para uma festa à fantasia?
Sorte dela que aparece um belo homem montado em um cavalo,
que se chama Ian Clarke, e logo a ajuda. Ela fica hospedada na casa dele, junto
com a irmã do rapaz, Elisa, até ela encontrar um meio de voltar para o ano de
2010.
Enquanto isso, ela tem que lidar com a “casinha” que fica na
parte externa da casa, já que naquela época não existiam banheiros. Lidar com
os padrões da época, que não contam usar All Star vermelho e um vocabulário
cheio de gírias. E em meio a isso tudo, tentar não se apaixonar pelo belo Sr.
Clarke… uma tarefa quase impossível.
Este livro é maravilhoso! Eu simplesmente amei tudo nele! Há
muito tempo eu não lia um livro de época tão bom quanto
Perdida. A escrita da
Carina é leve, empolgante e divertida. O livro é muito bem escrito, te prende
do começo ao fim. Em momento nenhum teve aquela coisa clichê. A Sofia não é
dramática e nem ingênua, muito pelo contrário, ela é super independente e
alto-astral. Os pais dela morreram quando ela estava na faculdade, e como ela
não tinha mais parentes, aprendeu a cuidar de si mesma.
E o Ian… o que dizer dele? É impossível não se apaixonar
por ele. Lindo, gentil, simpático, educado… um verdadeiro cavalheiro! Nada
daquela arrogância que é típica na maioria dos romances de época.
Carina Rissi me conquistou totalmente com esse livro. Mal
posso esperar para ler os outros volumes da série, que são compostos por:
Encontrada, Destinado, Prometida (conta a história da Elisa, irmã de Ian), e um
quinto livro ainda sem nome, que vai ter como protagonista Valentina
Albuquerque
. Ela não tem muito destaque na série. Pelo menos em Perdida, não.
Com certeza foi uma das minhas melhores leituras de 2016!
Preparem-se para dar boas e divertidas gargalhadas!
 
– Está comprometida com alguém? – Não. – Essa era uma
pergunta fácil de responder.
– Nem mesmo no lugar de onde vem?
– Não, não tenho ninguém me esperando – sussurrei. […]
– Fico feliz em ouvir isso. A forma como articulou as
palavras, tão firme e honesto e… aliviado, me deixou sem fôlego. – Não terei
que lutar contra mais ninguém além de você mesma.
Puxei uma grande quantidade de ar.
– Lutar comigo? – gemi.
Ele assentiu, a determinação estampada em seu rosto.
– Sim. Sofia, vou fazê-la entender o que reluta tanto em
aceitar.
Eu gemi baixinho, porque, se ele iria se esforçar ainda
mais…  eu realmente estaria perdida.
Sem trocadilhos.

Comentem aqui embaixo se vocês já leram o livro
ou a série. E se sim, gostaram?
      

                                              

Resenha: Meio Rei (Mar Despedaçado #1) – Joe Abercrombie

Título: Meio Rei (Mar Despedaçado
#1)
Editora: Arqueiro
Autor: Joe Abercrombie
Páginas: 288
Ano: 2016
Nota:  

Sinopse: Filho caçula do rei
Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela
família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e
coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior
defeito de um homem. Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra
em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida,
curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava. Certa noite, o
jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e
não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele
precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa
saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi
determinarão o destino do reino e de todo o povo.


Olá, leitores!

Hoje eu estou escrevendo esta
humilde resenha para expressar tudo o que eu senti lendo o maravilhoso Meio Rei
do Joe Abercrombie. Mas, antes de tudo, vamos saber um pouquinho mais dessa
história? Vamos.

Logo nas primeiras páginas do
livro somos apresentados a Yarvi, príncipe de Gettland, filho de Uthrik e
Laithlin, mas que nasceu com uma deficiência na mão. Por este motivo, ele é
desprezado por todos, incluindo seu povo e sua própria mãe. Por ser filho de um
rei temido e ter um irmão com a fama de guerreiro, todos esperam que ele seja
um grande príncipe com grandes habilidades com a espada, mas a verdade é que
Yarvi não é nada disso, ele mesmo duvida da sua capacidade de se tornar um
grande rei, até auto intitulando-se meio homem.

Apesar de pouca habilidade com a
espada, Yarvi demonstra ser muito inteligente. Dado isso, ele acaba se
candidatando para um teste de ministério. O que é esse teste? Esse teste vai
ser decisivo pra Yarvi, pois ele quer se tornar ministro e os ministros são
como conselheiros do rei, os ministros sempre procuram a paz e aconselhar com
sabedoria. Os ministros sempre procuram o bem maior entre todos. Sendo assim, para
passar nesse teste, ele passa muito tempo estudando, aos cuidados da ministra
de Gettland, Mãe Gundring.

“Lembre-se sempre: os homens
fortes são muitos; os sábios são poucos.”

E é a partir daí que as coisas
começam a se desenrolar. Durante uma noite de ventos fortes, Yarvi recebe a
notícia de que seu pai e seu irmão foram assassinados ao tentar fazer um acordo
de paz com o temido e cruel Grom-gil-Gorm, inimigo do reino Gettland e conhecido
por matar todos os seus inimigos sem piedade. Yarvi é logo declarado rei, herda
a noiva do irmão e seu tio Odem e Laithlin declaram vingança. Então, Yarvi com
ódio de todos esses acontecimentos, afinal, eles eliminaram qualquer
possibilidade de Yarvi se tornar ministro e, acima de tudo, o obrigou a fazer
uma coisa que ele certamente não está preparado pra fazer, que é ser rei.

Se antes ele já era odiado, agora
é mais, as pessoas duvidam da capacidade de um meio rei vencer uma guerra e
representar seu povo. Diante de todo o ódio que ele recebe e da auto cobrança
que ele impõe a si, Yarvi decide fazer um juramento de vingança e, ao invés de
usar a espada como seu instrumento principal, ele decide usar a sua inteligência.
Então Yarvi parte em busca de vingança com o objetivo de voltar vitorioso (é claro),
cumprir seu juramento e mostrar sua glória para os gettlandeses, mal sabendo que
nessa jornada ele vai descobrir que não se pode confiar em qualquer pessoa, nem
nas mais próximas e vai provar o preço amargo da inocência.

Gente… que livro! Esse é o meu
primeiro contato com a escrita do Joe e eu me apaixonei! Sério, é um livro com
um cenário bem criado, com uma narrativa sem enrolações, diálogos fortes e com
um protagonista mais forte ainda. O Joe Abercrombie conseguiu criar um
personagem real, sabe? Um protagonista que não é perfeito, ele tem seus dilemas
internos, tem suas dificuldades, mas é extremamente surpreendente. Em algumas
partes da história eu me pegava adorando as atitudes do Yarvi, outras horas eu
o odiava com todo o meu ser, porque ele é muito humano, ele não toma atitudes
planejadinhas e previsíveis. Ele não se dá bem a história toda, ele quebra a
cara, levanta e luta. E isso é demais, eu amei isso!
  

Outro ponto importante são os
diálogos, apesar de ser um livro consideravelmente curto para uma fantasia, o
autor conseguiu construir diálogos perfeitos. Eu ri em muitas partes com os
personagens, eu me apaixonei, eu chorei. Foi uma explosão de feelings durante a
história toda, porque o autor mostrou capacidade e compromisso em criar
personagens com personalidades profundas. Cada personagem com sua história, seu
passado, suas emoções.

“Nós nos conectamos imediatamente a algumas pessoas, mas é com as que demoramos mais a nos conectar que a ligação dura mais.”

Eu marquei muitas partes do livro,
pois Meio Rei, primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, é um livro que te
passa lições muito importantes sobre poder, humildade, arrogância etc. Eu não
conseguia parar de ler e ao mesmo tempo eu não queria terminar de ler, porque
ainda não tem previsão de lançamento do segundo livro aqui no Brasil. Eu acho que vou reler
esse livro em breve, já estou sentindo saudades de todos os personagens e do
mundo incrível que Joe Abercrombie criou e mal posso esperar pra ler mais
livros do autor e me apaixonar cada vez mais. 

Esse tweet é uma representação da minha reação quando eu terminei de ler Meio Rei: 

Resenha: Sussurro (Hush, Hush #01) – Becca Fitzpatrick

Título: Sussurro – Hush, Hush #01
Editora: Intrínseca
Autora: Becca Fitzpatrick
Páginas: 264
Ano: 2010
Nota:   

Sinopse: Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora
Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente
atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga
Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar
dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de
acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece
estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais
íntimos. 
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr
e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima
de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a
faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais
e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada
poderá custar sua vida.


Nora Grey era uma garota com uma vida normal até conhecer Patch, um cara extremamente estranho e insolente. Contudo, o que mais a intrigava não era seu atrevimento, mas sim o mistério que o cercava. Ele parecia saber muito sobre Nora, mais do que qualquer amigo íntimo.

Com a ajuda de Vee, sua melhor amiga, Nora decidiu investigar a vida de Patch no histórico escolar, descobrindo que nada tinha lá. E ele continuava a segui-la por todos os lugares, demonstrando ser um perigo para sua segurança. Patch, no entanto, atraía Nora de forma violenta, e foi dessa forma que conseguiu convencê-la de acompanhá-lo em um passeio na montanha-russa de um parque obscuro. 

Quando nossa protagonista já se encontrava a caminho de uma queda assustadora, percebeu que seu cinto de segurança estava desencaixado. Nora se vê caindo de uma altura absurda. Sua morte já estava certa quando notou que ainda estava no carrinho, com o cinto encaixado e que tudo não passara de uma ilusão muito real.

Depois desse acontecimento, Patch demonstra seu interesse por ela, porém, ainda havia muita história oculta: Patch tinha estranhas cicatrizes nas costas, não contava sua origem, muito menos o que fazia nos tempos vagos…

Nora começa a sentir que está sendo seguida por vultos, inclusive via coisas assustadoras acontecerem, mas quaisquer provas da realidade dos acontecimentos desapareciam logo depois. Será que estava ficando louca?

Somente quando Nora toca nas cicatrizes de Patch e tem acesso às suas lembranças é que os mistérios enfim vão desaparecendo… Nora então percebe que está em uma grande enrascada e que sua vida corre perigo.

“-Não consigo entender por que está tão interessado.
Ele sacudiu a cabeça suavemente.
– Interessado? Estamos falando de você. Estou fascinado.”
(Nora e Patch, página 56)

Olá, pessoal! Me chamo Ellen e sou uma das novas colaboradoras do blog. Esta é a minha primeira postagem aqui, o que torna o momento muito especial, e um momento especial requer um livro especial. 

Hush Hush é sem sombra de dúvidas uma das minhas sagas preferidas. Foi graças a Becca Fitzpatrick que eu entrei neste mundo de livros e, olhe só, estou nele até hoje.

Primeiramente, irei falar dos personagens:

Nora Grey: Uma estudante aplicada e responsável de 16 anos que vive com sua mãe, Blythe Grey, em uma fazenda no Maine. Seu pai, Harrison Grey, fora recentemente assassinado de forma misteriosa. Ela frequenta a Coldwater High School, onde também conhece Patch, um rapaz misterioso que desperta sua curiosidade. Nora não é muito diferente de outras adolescentes e esse é um dos motivos que me fizeram amá-la logo de cara. Ela tem problemas com o cabelo, uma colega de classe insuportável chamada Marcie, com quem vive em “pé de guerra”, do mesmo modo que possui uma melhor amiga chamada Vee, com quem compartilha tudo.

“- Vá em frente – ele disse suavemente. – Não se esqueça que as pessoas mudam, mas o passado não.” (Patch para Nora, página 205)

Vee Sky: O que falar dessa personagem que me marcou tanto e que eu carregarei para sempre em meu coração? Vee é uma adolescente acima do peso, que ama donuts e possui um senso de humor excepcional, ou seja, é impossível não adorá-la.

Patch Cipriano/Jev: É um anjo caído; misterioso e bonito, ele acaba atraindo Nora, a fim de matá-la (por causa de sua descendência nefilim) com o propósito de se tornar humano, mas devido alguns acontecimentos ele acaba se apaixonando por ela e salvando sua vida, a partir daí a trama começa a se desenvolver e os problemas a aparecerem.

“- Você quer que eu seja franco, então serei. Vou lhe contar tudo. Quem sou e o que fiz. Todos os detalhes. Vou revelar tudo, mas você vai ter que perguntar. Vai ter que querer saber. Você pode ver quem eu fui, ou pode ver quem sou agora. Não sou bom – disse ele, penetrando-me com aquele olhar que absorvia toda a luz e nada refletia -, mas já fui pior.” (Patch para Nora, página 226)

Entretanto, a história não se resume apenas em romance, ao longo da trama surge o conflito, a guerra entre os anjos caídos e nefilins, onde Nora e Patch estarão em lados opostos no campo de batalha e decisões precisarão ser tomadas.

Sobre capa e diagramação: Eu simplesmente amo essa capa, está no meu Top 10 de capas lindas! A diagramação do livro está ótima, fonte em um ótimo tamanho para leitura e não encontrei erros ortográficos ou de espaçamento.

“Encontrá-lo foi como encontrar alguém que eu não sabia que estivera procurando. Ele entrou na minha vida tarde demais e partia cedo demais. Lembrei-me de quando ele me contara que desistiria de tudo por mim. Já tinha desistido. Desistira de ter um corpo humano para que eu pudesse viver.”
(Nora – página 251)

Se você procura um livro de ficção, romance e mistério, seguido de uma narrativa envolvente e uma escrita que lhe prende até a última página, eis aqui uma ótima sugestão. 

E você? Qual livro, saga ou trilogia tem um lugarzinho especial em seu coração?

Resenha: Zoo – James Patterson e Michael Ledwidge

Título: Zoo
Editora: Arqueiro
Autores: James Patterson e Michael Ledwidge
Páginas: 288
Ano: 2015
Nota:  

Sinopse: Algo está acontecendo na natureza. Uma misteriosa
doença começa a se espalhar pelo mundo. Inexplicavelmente, animais passam a
caçar humanos e a matá-los de forma brutal. A princípio, parece ser algo que se
dissemina apenas entre as criaturas selvagens, mas logo os bichos de estimação
também mostram suas garras e as vítimas se multiplicam. A humanidade é presa
fácil. Apavorado, o jovem biólogo Jackson Oz assiste a escalada dos
acontecimentos. Ele já previu esse cenário alarmante há anos, mas sempre foi
desacreditado por todos. Depois de quase morrer em uma implausível emboscada de
leões em Botsuana, a gravidade da situação se mostra terrivelmente clara. O fim
da civilização está próximo. Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz
inicia uma corrida contra o tempo para alertar os principais líderes mundiais,
sem saber se as autoridades acreditarão em um fenômeno tão surreal. Mas, acima
de tudo, é necessário descobrir o que está causando todos esses ataques, pois
eles se tornam cada vez mais ferozes e orquestrados. Em breve não restará nenhum
esconderijo para os humanos…



A trama conta a história de Jackson Oz, um biólogo que teve
sua carreira praticamente afundada após perceber um comportamento hiperagressivo
em animais e largar seu doutorado para trabalhar melhor sua descoberta. Jackson
tentava convencer as pessoas de que estava havendo uma espécie de reação
evolucionária interespécie organizada contra o homem. Chamou sua teoria de
CAH
Conflito Entre Animais e Humanos – e tentou a todo custo alertar as autoridades
e a população. Todo o esforço foi em vão, ninguém acreditava em Oz e nem
que CAH fosse real.


Anos se passaram e mesmo desacreditado por todos, Oz nunca
deixou de levar a sério sua teoria. Continuou estudando, aprimorando as
pesquisas e tentando achar algo concreto para que pudesse convencer as pessoas
de que o CAH estava acontecendo.

Quando, sem nenhum motivo aparente, animais selvagens de
vários lugares do mundo começam se comportar de maneira agressiva, atacando
humanos sem nenhuma razão, Oz tem ainda mais certeza da sua teoria. O problema
piora e animais domésticos começam a se comportar agressivamente também, com
ataques cada vez mais ferozes e orquestrados. Oz tentará correr contra o tempo
para alertar as autoridades sobre o CAH mesmo sem saber se acreditarão nele. Ele
ainda precisa descobrir a causa do problema, mas acima de tudo, descobrir como
solucioná-lo antes que seja tarde demais.  

Eu nunca tinha lido nada do Patterson, mas tinha grandes
expectativas por conta dos inúmeros elogios que já li sobre a escrita dele. E
só posso dizer que minhas expectativas foram alcançadas. A escrita de Patterson
(e de seu co-autor,
Ledwidge) é simples, leve e bem desenvolvida. Os autores
conseguiram descrever bem ambientes e detalhes sem tornar a leitura entediante.

Na parte de trás do livro tem algo escrito como “as páginas viram
sozinhas”
. Nada mais verdadeiro. Depois que você começa a leitura, não consegue
mais parar. A narrativa de Zoo – envolvente e instigante – se alterna entre
primeira pessoa e terceira pessoa, sendo a maioria dos capítulos narrados por
Jackson Oz. Os capítulos são curtos
(mais ou menos duas, três páginas cada) o que torna a leitura ágil e dinâmica. 

“Se eu tivesse me enganado, estaria louco. Se estivesse certo, o mundo estava perdido.” p.21


Sobre os personagens, Jackson Oz protagoniza alguns diálogos irônicos, é alguém leal ao que
acredita e se preocupa com a humanidade. Mas, ao meu ver, não foi um personagem bem desenvolvido. Isso fica claro em momentos como a morte de pessoas bem próximas ao personagem e Jackson se demonstra quase indiferente. Já Chloe foi uma personagem pouco explorada, não me cativou e acaba
ficando apenas como par romântico/”fiel escudeira” do personagem principal. A trama foi muito bem explorada, já os personagens, nem tanto.

Cabe dar um destaque especial para Atilla, um chimpanzé –
utilizado anteriormente para pesquisas em laboratório – que foi resgatado por
Oz. Alguns capítulos foram contados levando em consideração
o ponto de vista de Atilla – ainda que em terceira pessoa – e foi bem legal poder acompanhar o
personagem enquanto o CAH se desenvolvia.

“Acabou que o apocalipse ia chegando bem devagar. Sem incêndios e enxofre, mas com ferrugem e dentes-de-leão. Não numa explosão, mas num suspiro.” p.146


No que diz respeito à ficção científica, a obra deixa a
desejar. Levando em consideração que o personagem é biólogo e a obra é repleta
de cientistas e ecologistas, fica faltando informações científicas mais
precisas. O que para mim, confesso, não foi motivo de incômodo. Zoo prende o
leitor pelo suspense bem desenvolvido.
 Além disso, o livro possui algumas cenas que causam verdadeira aflição. A tensão do livro se torna quase palpável
e isso aumenta o prazer da leitura.
Gosto muito de livros que causam certo impacto em nós quando
acabamos a leitura e Zoo fez isso comigo. Além de trazer boas reflexões acerca
de problemas ambientais, entre outras temáticas importantes, a obra faz com que
o leitor fique com perguntas na cabeça como “O que faríamos se os caçadores virassem presas?”, “O que eu faria se meu bichinho de estimação me atacasse?”.

Sobre capa e diagramação: Eu simplesmente amo essa capa! A diagramação do livro está ótima, fonte em um ótimo tamanho para
leitura e não encontrei erros ortográficos ou de espaçamento. A Editora
Arqueiro
está de parabéns pelo belo trabalho!

A obra foi adaptada para série de TV pela rede de televisão
americana CBS – com direitos adquiridos
pela Netflix –  e já está em sua segunda
temporada. Aqui no Brasil, ela passa no canal Space da TV por assinatura.

        


Zoo é um livro repleto de ação e suspense, que vai te deixar
vidrado até a última página
. Indico para quem procura uma leitura empolgante e
perturbadora.