Depois da escola

Não
sei ficar sem o despertador, tanto faz o tradicional ou do celular, tem que ser
a música chata, aqueles toques toscos ultrapassados, se colocar um som que
gosto volto a dormir mesmo que seja Linkin Park. Até no domingo preciso de
horário para acordar, é um vício? Não dá pra saber, só sei que preciso daqueles
minutos para pensar em tudo, do passado ao presente ao futuro, ao desconhecido.

Às
vezes me flagro pensando no colégio, nas coisas que deixei passar, as conversas
em que estive emocionalmente ausente, nas lágrimas inúteis que derrubei, nas
pessoas com quem não deveria ter gasto meu tempo, seja uma paixão, um amor ou
uma amizade. Em algum momento deixam de importar, deixam de fazer parte da
construção psicológica, e definitivamente a noção de solidão aumenta de uma
maneira apavorante, no entanto, se por sorte com amparo de alguém que nem sabe
da história, a vida segue em frente e toma rumos que, na escola, não
conseguimos enxergar quando olhamos nosso presente, talvez algum erros valham a
pena.

De
repente o que fica são as lembranças e questões inacabadas que provavelmente
nunca vão voltar para você, ao menos não do jeito que imaginávamos que seria em
nossos diários, na última folha do caderno, na carteira rabiscada várias e
várias vezes.

O
garoto com o violão, a garota com rosto de porcelana e modos perfeitos, o nerd
timidamente engraçado, o galã quase tão lindo quanto um ator de novelas ou
Hollywood, a garota perdida dos cabelos vermelhos que fala com todos, aqueles
que na época acharam que foram menos afetados pelo nicho escolar e não serão
lembrados por muitos.

Olho
para o relógio e me espreguiço. Encosto a cabeça novamente no travesseiro só
mais uns minutinhos e penso nesses dias. Penso no caos, o frio na barriga,
quase sinto a sensação esmagadora de encarar mais um dia não pela primeira e
acredito que nem a última vez me pergunto quando a insegurança vai embora.
Quando vou deixar aquela garota de cabelos vermelhos e roupas dois números mais
largas ir embora. Todos já foram, menos os pouquíssimos amigos que conseguiram
manter a promessa de não se separar, tirando eles, todos já foram ou pelo menos
fingem, não sei para ser aquilo que tanto desejaram ou se somente para
esquecer quem, um dia, foram.

Antes de realmente levantar e encarar a
vida depois da escola,
um último pensamento sobre o assunto: E se eu tivesse gargalhado mais e enfiado todas as
lágrimas em um buraco lamacento? E se não tivesse colado na prova de
matemática? E se tivesse começado a escrever no momento em que decidi que
aquele era meu muro das maravilhas? E se eu tivesse acertado o rumo na primeira
tentativa? 

Não
sei. Tão simples a resposta. 

Talvez
se todos os e se não existissem, pois
fiz tudo certo, não teria tantas questões a pensar e não teria demorado tanto
para começar a fazer algo por mim. Mas também não teria passado pelos lugares
que moldaram um pouco mais do que sou hoje e nem sei se teria quem me deixasse
ter mais esses minutinhos antes de trazer um xícara quente com café fresquinho
e pão na chapa, talvez eu nem poderia ser a mulher que pode tomar café da manhã
na cama assistindo desenhos e com tantas questões importantes ou não relevantes
para pensar e divagar.
 

Aquela
garota dos cabelos vermelho, castanho, loiro, rosa, preto, em tantas cores representando suas ideias e humor, quis sentir por muito tempo que somente em sua companhia estava
melhor, poupando tanto amargor das decepções e assim foi. Até que um dia
descobriu que já não estava tão contente em ficar bem sozinha e o tempo, a oportunidade e os olhos abertos de quem teve que moldar a si mesma de novo, pois assim somos, a levou a vários outros motivos para sorrir, em um caminho totalmente novo e bem vindo.




Desbloqueia e escreve #1

Olá pessoas,
Quem vira o Livros da Jess do avesso percebeu que há novos
colaboradores aqui (conheça-nos na aba Sobre) e muito prazer, sou Thaise
Jacobs
, eterna aprendiz de escritora e pode-se dizer uma boa leitora antes de
qualquer coisa.

Aqui vou deixar minhas impressões sobre a arte de escrita,
lembrando que não sou especialista muito menos Best-seller, porém acredito que
posso ajudar você a desenvolver certo interesse em começar a escrever,
continuar ou prestar mais atenção/ter carinho pelo o quê escreve, também é uma
forma de ajudar a mim mesma lembrar o que posso fazer para manter ou melhorar o
ritmo. Pequena apresentação feita, espero que fique por aqui comigo e indique a
leitura para mais pessoas 😉

A regra de ouro para iniciar é: Escreva!

Eu sei, parece óbvio, porém muita gente que nunca escreveu
pode pensar que é só pegar uma folha e colocar qualquer coisa que vai render e
não é bem assim. Há dois tipos de interessados na escrita: quem já ama dedicar
tempo e criação, e quem precisa apenas para atingir um objetivo.
O nível de dificuldade em ambos é distinto, porém qualquer
um pode sofrer de bloqueio criativo, preguiça, procrastinação (meu maior
pecado) e falta de concentração.

As dicas são: 

1º- Sempre tenha lápis, caneta, carvão ou pena e um
bloquinho de anotações, papel de pão ou filtro de café em mãos;

2º- Anote situações do dia a dia, lembretes, sensações, etc.

Dada as primeiras orientações, você pergunta: – É como um diário, Tah?

Pode ser. Você escolhe se quer anotar coisas comuns do dia a
dia pertencente a você ou a outra pessoa em que reparou, brincando com o pouco
que viu ou mesmo seus segredos “secretos” tecendo detalhes e
situações. Até mesmo impressões sobre algum filme, livro ou apostila.

O problema de alguns é o excesso de ideias, a mente
fervilhando e a sensação de enlouquecer com esses pensamentos desconexos. Para
isso eu sugiro abusar do
brainstorming, ou seja, escreva o máximo que conseguir
extrair desse cérebro e aos poucos tente filtrar palavras ou frases que venham
a partir de um tema ao qual você se propôs.
Exemplo:

Tema: Setembro Amarelo

“vida, prevenção, força, luta, desespero, suicídio,
conscientização, responsabilidade, tristeza, solidão, fé, acreditar, ajuda,
empatia, coragem”.
Essas palavras soltas representam qualquer coisa, mas
colocadas juntas começam a tomar formato, não é?
Quando nos propomos a falar sobre algo, provavelmente já foi
dito por alguém e se nós precisamos falar novamente que seja de um modo novo,
próprio e bem feito. Às vezes é um mundo que você precisa criar do zero, em
outras o mundo é o mesmo, porém reinventado.

Nada de cópias.

Para finalizar, se você escreve ou quer escrever é preciso
ler, essa também está no ranking das regras de ouro. Leia várias coisas e
procure temas próximos do que você quer falar, aprenda com eles, filtre o que
não lhe parece bom e (re)crie, a princípio, antes de começar do zero eu
acredito que é preciso uma base. Um romance nem sempre é sobre duas pessoas que
querem ficar juntas, no entanto, se for esse o caso procure não repetir os
clichês batidos, um ou outro sempre vão existir, afinal somos românticos
incorrigíveis, mas você determina qual e o porquê.



Lembre-se de que eu também tenho muito que aprender, e
acredito que se a informação for boa para alguém, esta deve ser compartilhada e
praticada. Desejo ter, de alguma maneira, incentivado você ai atrás da tela e
espero vê-los por aqui de olho nas novidades. #Desbloqueiaeescreve!





Até mais, chuchus <3


Histórias de Agatha Christie irão para a TV!

Série “And Then There Were None”



Algum fã da Rainha do Crime por aí? Temos uma ótima notícia para quem curte as histórias de Agatha Christie: sete novas séries de TV baseadas nas obras da escritora serão lançadas!


Um acordo foi fechado entre a BBC One e Agatha Christie Productions para adaptar sete histórias da Rainha do Crime para a televisão! Uma história da autora já foi adaptada anteriormente pela BBC em forma de minissérie, a bem recebida And Then There Were None (Não Sobrou Nenhum), que foi lançada em dezembro de 2015 e recebeu boas críticas.
As novas séries estão planejadas para irem ao ar ao longo dos próximos quatro anos. A primeira adaptação será do livro “Punição para Inocência” (Ordeal by Innocence), publicado em 1958. A série será adaptada por Sarah Phelps, mesma roteirista de And Then There Were None


Duas outras histórias também serão adaptadas: “E no Final a Morte” (Death Comes as the End), publicado em 1944 e “Os Crimes ABC” (The ABC Murders), publicado em 1936. A BBC ainda não divulgou quais outros títulos fazem parte do projeto.

Para os que ficaram curiosos sobre a minissérie “And Then There Were None”, deixo o trailer abaixo:

                 

E aí, curtiram a novidade?


Resenha: Perdida – Carina Rissi

Eu não poderia começar a minha estreia aqui, no Livros da
Jess
, melhor!

Não acredito que demorei três anos para ler este livro! Sim,
três anos. Ficou ali na minha estante e eu só adiava a leitura, até que ele
ficou me chamando e eu finalmente o li.   
    
Perdida me cativou de tal forma que eu preciso imediatamente
da continuação. 

Título: Perdida – Um amor que ultrapassa as barreiras do tempo
Autora: Carina Rissi
Editora: Verus
Páginas: 364
Ano: 2013
Nota:  

Sinopse: Sofia vive em uma metrópole e está acostumada com a
modernidade e as facilidades que ela traz. Ela é independente e tem pavor à
mera menção da palavra casamento. Os únicos romances em sua vida são aqueles
que os livros proporcionam. Após comprar um celular novo, algo misterioso
acontece e Sofia descobre que está perdida no século dezenove, sem ter ideia de
como voltar para casa ou se isso sequer é possível. Enquanto tenta
desesperadamente encontrar um meio de retornar ao tempo presente, ela é
acolhida pela família Clarke. Com a ajuda do prestativo e lindo Ian Clarke,
Sofia embarca numa busca frenética e acaba encontrando pistas que talvez possam
ajudá-la a resolver esse mistério e voltar para sua tão amada vida moderna. O
que ela não sabia era que seu coração tinha outros planos…

Temos a nossa protagonista, Sofia. Ela tem 24 anos e é uma
mulher moderna, independente. Ama a tecnologia e não vive sem o celular. E foi
por ele que ela acabou perdida no século XIX. Mais precisamente, em 1830. Em
uma noite, ela vai em um bar com a melhor amiga Nina, e o namorado dela, Rafa.
Depois de muitos chopes e uma ida apressada ao banheiro, o celular acaba caindo
na privada.
No dia seguinte, ela visita uma loja para comprar um celular
novo e nesta loja estava uma gentil vendedora que lhe mostra um celular que,
segundo ela, tinha tudo que Sofia precisava. Ela sai apressada e empolgada para
mexer em seu novo celular “super moderno”. Só que ele acaba emitindo
uma luz branca super forte… É quando, mesmo permanecendo no local em que ela
estava, ela se vê em um lugar diferente, porém… ela está no século XIX! Será
que ela ficou louca? Será que é o efeito da bebida? Por que de repente ela está
vendo pessoas com roupas como se estivessem indo para uma festa à fantasia?
Sorte dela que aparece um belo homem montado em um cavalo,
que se chama Ian Clarke, e logo a ajuda. Ela fica hospedada na casa dele, junto
com a irmã do rapaz, Elisa, até ela encontrar um meio de voltar para o ano de
2010.
Enquanto isso, ela tem que lidar com a “casinha” que fica na
parte externa da casa, já que naquela época não existiam banheiros. Lidar com
os padrões da época, que não contam usar All Star vermelho e um vocabulário
cheio de gírias. E em meio a isso tudo, tentar não se apaixonar pelo belo Sr.
Clarke… uma tarefa quase impossível.
Este livro é maravilhoso! Eu simplesmente amei tudo nele! Há
muito tempo eu não lia um livro de época tão bom quanto
Perdida. A escrita da
Carina é leve, empolgante e divertida. O livro é muito bem escrito, te prende
do começo ao fim. Em momento nenhum teve aquela coisa clichê. A Sofia não é
dramática e nem ingênua, muito pelo contrário, ela é super independente e
alto-astral. Os pais dela morreram quando ela estava na faculdade, e como ela
não tinha mais parentes, aprendeu a cuidar de si mesma.
E o Ian… o que dizer dele? É impossível não se apaixonar
por ele. Lindo, gentil, simpático, educado… um verdadeiro cavalheiro! Nada
daquela arrogância que é típica na maioria dos romances de época.
Carina Rissi me conquistou totalmente com esse livro. Mal
posso esperar para ler os outros volumes da série, que são compostos por:
Encontrada, Destinado, Prometida (conta a história da Elisa, irmã de Ian), e um
quinto livro ainda sem nome, que vai ter como protagonista Valentina
Albuquerque
. Ela não tem muito destaque na série. Pelo menos em Perdida, não.
Com certeza foi uma das minhas melhores leituras de 2016!
Preparem-se para dar boas e divertidas gargalhadas!
 
– Está comprometida com alguém? – Não. – Essa era uma
pergunta fácil de responder.
– Nem mesmo no lugar de onde vem?
– Não, não tenho ninguém me esperando – sussurrei. […]
– Fico feliz em ouvir isso. A forma como articulou as
palavras, tão firme e honesto e… aliviado, me deixou sem fôlego. – Não terei
que lutar contra mais ninguém além de você mesma.
Puxei uma grande quantidade de ar.
– Lutar comigo? – gemi.
Ele assentiu, a determinação estampada em seu rosto.
– Sim. Sofia, vou fazê-la entender o que reluta tanto em
aceitar.
Eu gemi baixinho, porque, se ele iria se esforçar ainda
mais…  eu realmente estaria perdida.
Sem trocadilhos.

Comentem aqui embaixo se vocês já leram o livro
ou a série. E se sim, gostaram?
      

                                              

Resenha: Meio Rei (Mar Despedaçado #1) – Joe Abercrombie

Título: Meio Rei (Mar Despedaçado
#1)
Editora: Arqueiro
Autor: Joe Abercrombie
Páginas: 288
Ano: 2016
Nota:  

Sinopse: Filho caçula do rei
Uthrik, Yarvi nasceu com a mão deformada e sempre foi considerado fraco pela
família. Num mundo em que as leis são ditadas por pessoas de braço forte e
coração frio, ser incapaz de brandir uma espada ou portar um escudo é o pior
defeito de um homem. Mas o que falta a Yarvi em força física lhe sobra
em inteligência. Por isso ele estuda para ser ministro e, pelo resto da vida,
curar e aconselhar. Ou pelo menos era o que ele pensava. Certa noite, o
jovem recebe a notícia de que o pai e o irmão mais velho foram assassinados e
não lhe resta escolha a não ser assumir o trono. De uma hora para outra, ele
precisa endurecer para vingar as duas mortes. E logo sua jornada o lança numa
saga de crueldade e amargura, traição e cinismo, em que as decisões de Yarvi
determinarão o destino do reino e de todo o povo.


Olá, leitores!

Hoje eu estou escrevendo esta
humilde resenha para expressar tudo o que eu senti lendo o maravilhoso Meio Rei
do Joe Abercrombie. Mas, antes de tudo, vamos saber um pouquinho mais dessa
história? Vamos.

Logo nas primeiras páginas do
livro somos apresentados a Yarvi, príncipe de Gettland, filho de Uthrik e
Laithlin, mas que nasceu com uma deficiência na mão. Por este motivo, ele é
desprezado por todos, incluindo seu povo e sua própria mãe. Por ser filho de um
rei temido e ter um irmão com a fama de guerreiro, todos esperam que ele seja
um grande príncipe com grandes habilidades com a espada, mas a verdade é que
Yarvi não é nada disso, ele mesmo duvida da sua capacidade de se tornar um
grande rei, até auto intitulando-se meio homem.

Apesar de pouca habilidade com a
espada, Yarvi demonstra ser muito inteligente. Dado isso, ele acaba se
candidatando para um teste de ministério. O que é esse teste? Esse teste vai
ser decisivo pra Yarvi, pois ele quer se tornar ministro e os ministros são
como conselheiros do rei, os ministros sempre procuram a paz e aconselhar com
sabedoria. Os ministros sempre procuram o bem maior entre todos. Sendo assim, para
passar nesse teste, ele passa muito tempo estudando, aos cuidados da ministra
de Gettland, Mãe Gundring.

“Lembre-se sempre: os homens
fortes são muitos; os sábios são poucos.”

E é a partir daí que as coisas
começam a se desenrolar. Durante uma noite de ventos fortes, Yarvi recebe a
notícia de que seu pai e seu irmão foram assassinados ao tentar fazer um acordo
de paz com o temido e cruel Grom-gil-Gorm, inimigo do reino Gettland e conhecido
por matar todos os seus inimigos sem piedade. Yarvi é logo declarado rei, herda
a noiva do irmão e seu tio Odem e Laithlin declaram vingança. Então, Yarvi com
ódio de todos esses acontecimentos, afinal, eles eliminaram qualquer
possibilidade de Yarvi se tornar ministro e, acima de tudo, o obrigou a fazer
uma coisa que ele certamente não está preparado pra fazer, que é ser rei.

Se antes ele já era odiado, agora
é mais, as pessoas duvidam da capacidade de um meio rei vencer uma guerra e
representar seu povo. Diante de todo o ódio que ele recebe e da auto cobrança
que ele impõe a si, Yarvi decide fazer um juramento de vingança e, ao invés de
usar a espada como seu instrumento principal, ele decide usar a sua inteligência.
Então Yarvi parte em busca de vingança com o objetivo de voltar vitorioso (é claro),
cumprir seu juramento e mostrar sua glória para os gettlandeses, mal sabendo que
nessa jornada ele vai descobrir que não se pode confiar em qualquer pessoa, nem
nas mais próximas e vai provar o preço amargo da inocência.

Gente… que livro! Esse é o meu
primeiro contato com a escrita do Joe e eu me apaixonei! Sério, é um livro com
um cenário bem criado, com uma narrativa sem enrolações, diálogos fortes e com
um protagonista mais forte ainda. O Joe Abercrombie conseguiu criar um
personagem real, sabe? Um protagonista que não é perfeito, ele tem seus dilemas
internos, tem suas dificuldades, mas é extremamente surpreendente. Em algumas
partes da história eu me pegava adorando as atitudes do Yarvi, outras horas eu
o odiava com todo o meu ser, porque ele é muito humano, ele não toma atitudes
planejadinhas e previsíveis. Ele não se dá bem a história toda, ele quebra a
cara, levanta e luta. E isso é demais, eu amei isso!
  

Outro ponto importante são os
diálogos, apesar de ser um livro consideravelmente curto para uma fantasia, o
autor conseguiu construir diálogos perfeitos. Eu ri em muitas partes com os
personagens, eu me apaixonei, eu chorei. Foi uma explosão de feelings durante a
história toda, porque o autor mostrou capacidade e compromisso em criar
personagens com personalidades profundas. Cada personagem com sua história, seu
passado, suas emoções.

“Nós nos conectamos imediatamente a algumas pessoas, mas é com as que demoramos mais a nos conectar que a ligação dura mais.”

Eu marquei muitas partes do livro,
pois Meio Rei, primeiro livro da trilogia Mar Despedaçado, é um livro que te
passa lições muito importantes sobre poder, humildade, arrogância etc. Eu não
conseguia parar de ler e ao mesmo tempo eu não queria terminar de ler, porque
ainda não tem previsão de lançamento do segundo livro aqui no Brasil. Eu acho que vou reler
esse livro em breve, já estou sentindo saudades de todos os personagens e do
mundo incrível que Joe Abercrombie criou e mal posso esperar pra ler mais
livros do autor e me apaixonar cada vez mais. 

Esse tweet é uma representação da minha reação quando eu terminei de ler Meio Rei: 

Resenha: Sussurro (Hush, Hush #01) – Becca Fitzpatrick

Título: Sussurro – Hush, Hush #01
Editora: Intrínseca
Autora: Becca Fitzpatrick
Páginas: 264
Ano: 2010
Nota:   

Sinopse: Se apaixonar nunca foi tão fácil… ou tão mortal. Para Nora
Grey, romance não era parte do plano. Ela nunca se sentiu particularmente
atraída por nenhum garoto de sua escola, não importa o quanto sua melhor amiga
Vee os empurre para ela. Não até a chegada de Patch.
Com seu sorriso tranquilo e olhos que parecem enxergar
dentro dela, Nora é atraída por ele contra seu bom senso. Mas após uma série de
acontecimentos aterrorizantes, Nora não sabe em quem confiar. Patch parece
estar onde quer que ela esteja, e saber mais dela do que seus amigos mais
íntimos. 
Ela não consegue decidir entre cair nos braços dele ou correr
e se esconder. E quando tenta encontrar algumas respostas, ela se acha próxima
de uma verdade que é bem mais perturbadora do que qualquer coisa que Patch a
faça sentir. Pois Nora está bem no meio de uma antiga batalha entre os imortais
e aqueles que caíram – e, quando se trata de escolher lados, a escolha errada
poderá custar sua vida.


Nora Grey era uma garota com uma vida normal até conhecer Patch, um cara extremamente estranho e insolente. Contudo, o que mais a intrigava não era seu atrevimento, mas sim o mistério que o cercava. Ele parecia saber muito sobre Nora, mais do que qualquer amigo íntimo.

Com a ajuda de Vee, sua melhor amiga, Nora decidiu investigar a vida de Patch no histórico escolar, descobrindo que nada tinha lá. E ele continuava a segui-la por todos os lugares, demonstrando ser um perigo para sua segurança. Patch, no entanto, atraía Nora de forma violenta, e foi dessa forma que conseguiu convencê-la de acompanhá-lo em um passeio na montanha-russa de um parque obscuro. 

Quando nossa protagonista já se encontrava a caminho de uma queda assustadora, percebeu que seu cinto de segurança estava desencaixado. Nora se vê caindo de uma altura absurda. Sua morte já estava certa quando notou que ainda estava no carrinho, com o cinto encaixado e que tudo não passara de uma ilusão muito real.

Depois desse acontecimento, Patch demonstra seu interesse por ela, porém, ainda havia muita história oculta: Patch tinha estranhas cicatrizes nas costas, não contava sua origem, muito menos o que fazia nos tempos vagos…

Nora começa a sentir que está sendo seguida por vultos, inclusive via coisas assustadoras acontecerem, mas quaisquer provas da realidade dos acontecimentos desapareciam logo depois. Será que estava ficando louca?

Somente quando Nora toca nas cicatrizes de Patch e tem acesso às suas lembranças é que os mistérios enfim vão desaparecendo… Nora então percebe que está em uma grande enrascada e que sua vida corre perigo.

“-Não consigo entender por que está tão interessado.
Ele sacudiu a cabeça suavemente.
– Interessado? Estamos falando de você. Estou fascinado.”
(Nora e Patch, página 56)

Olá, pessoal! Me chamo Ellen e sou uma das novas colaboradoras do blog. Esta é a minha primeira postagem aqui, o que torna o momento muito especial, e um momento especial requer um livro especial. 

Hush Hush é sem sombra de dúvidas uma das minhas sagas preferidas. Foi graças a Becca Fitzpatrick que eu entrei neste mundo de livros e, olhe só, estou nele até hoje.

Primeiramente, irei falar dos personagens:

Nora Grey: Uma estudante aplicada e responsável de 16 anos que vive com sua mãe, Blythe Grey, em uma fazenda no Maine. Seu pai, Harrison Grey, fora recentemente assassinado de forma misteriosa. Ela frequenta a Coldwater High School, onde também conhece Patch, um rapaz misterioso que desperta sua curiosidade. Nora não é muito diferente de outras adolescentes e esse é um dos motivos que me fizeram amá-la logo de cara. Ela tem problemas com o cabelo, uma colega de classe insuportável chamada Marcie, com quem vive em “pé de guerra”, do mesmo modo que possui uma melhor amiga chamada Vee, com quem compartilha tudo.

“- Vá em frente – ele disse suavemente. – Não se esqueça que as pessoas mudam, mas o passado não.” (Patch para Nora, página 205)

Vee Sky: O que falar dessa personagem que me marcou tanto e que eu carregarei para sempre em meu coração? Vee é uma adolescente acima do peso, que ama donuts e possui um senso de humor excepcional, ou seja, é impossível não adorá-la.

Patch Cipriano/Jev: É um anjo caído; misterioso e bonito, ele acaba atraindo Nora, a fim de matá-la (por causa de sua descendência nefilim) com o propósito de se tornar humano, mas devido alguns acontecimentos ele acaba se apaixonando por ela e salvando sua vida, a partir daí a trama começa a se desenvolver e os problemas a aparecerem.

“- Você quer que eu seja franco, então serei. Vou lhe contar tudo. Quem sou e o que fiz. Todos os detalhes. Vou revelar tudo, mas você vai ter que perguntar. Vai ter que querer saber. Você pode ver quem eu fui, ou pode ver quem sou agora. Não sou bom – disse ele, penetrando-me com aquele olhar que absorvia toda a luz e nada refletia -, mas já fui pior.” (Patch para Nora, página 226)

Entretanto, a história não se resume apenas em romance, ao longo da trama surge o conflito, a guerra entre os anjos caídos e nefilins, onde Nora e Patch estarão em lados opostos no campo de batalha e decisões precisarão ser tomadas.

Sobre capa e diagramação: Eu simplesmente amo essa capa, está no meu Top 10 de capas lindas! A diagramação do livro está ótima, fonte em um ótimo tamanho para leitura e não encontrei erros ortográficos ou de espaçamento.

“Encontrá-lo foi como encontrar alguém que eu não sabia que estivera procurando. Ele entrou na minha vida tarde demais e partia cedo demais. Lembrei-me de quando ele me contara que desistiria de tudo por mim. Já tinha desistido. Desistira de ter um corpo humano para que eu pudesse viver.”
(Nora – página 251)

Se você procura um livro de ficção, romance e mistério, seguido de uma narrativa envolvente e uma escrita que lhe prende até a última página, eis aqui uma ótima sugestão. 

E você? Qual livro, saga ou trilogia tem um lugarzinho especial em seu coração?

Lançamentos de setembro: Editora Rocco

Olá, pessoal!

Depois de um agosto – quase – interminável, finalmente setembro chegou! E com ele, vários lançamentos da nossa parceira Editora Rocco! Vamos conhecer os novos títulos?


Rocco:


Mundo das Horas Finais – O Último Policial #3, de Ben H.
Winters

Sinopse: Há menos de duas semanas para o asteroide Maia
atingir o planeta, as pessoas vivem atrás de barricadas, entocadas em porões e
abrigos de emergência, o dinheiro se tornou inútil e água é a moeda mais
valiosa. Enquanto todos esperam o fim, o detetive Hank Palace ainda tem um
último caso para resolver. Sua irmã Nico está envolvida com um grupo radical
que possui um plano para salvar a humanidade. Hank então embarca numa jornada
por uma América destruída, na tentativa de encontrar a irmã e descobrir mais
sobre o suposto plano. De Massachusetts para Ohio, o detetive passa por
zoológicos abandonados, restaurantes desertos, encontra gente de todos os tipos
em diferentes graus de desespero, até chegar a uma central de polícia vazia,
onde as evidências de um crime brutal mexem com seus instintos investigativos.
Com o tempo se esgotando, Hank segue as pistas, mas não tem certeza se está
preparado para o que pode encontrar, no desfecho da premiada trilogia O último
policial.

Pássaro Louco, de Rosiska Darcy de Oliveira

Sinopse: A jornalista e escritora Rosiska Darcy de Oliveira, membro
da Academia Brasileira de Letras, tem muitas histórias para contar. Parte delas
está reunida em Pássaro Louco. Na antologia, textos que passam pelas lembranças
da infância, o exílio na Suíça durante a ditadura militar, amores, afetos, o
bem e o mal da contemporaneidade, política, literatura, religiosidade e o
carnaval, uma de suas paixões, organizados em blocos temáticos. “Pássaro
louco”, por exemplo, além de dar nome ao livro, reúne os textos que falam de
amor e vem do artigo de mesmo nome, em que a autora reflete sobre todas as
formas de amor: “Por que os gays ainda assustam? Talvez porque sejam a prova
viva de que o amor é um pássaro louco que ninguém sabe onde vai pousar.” Já o
“Interlocutor mudo” reúne as reflexões da autora sobre religiosidade e a crença
– ou não – na existência de um deus. Uma obra imperdível que traz a visão de
mundo de uma das maiores pensadoras brasileiras.


Homens Elegantes, de Samir Machado de Machado

Sinopse: Escritor e roteirista nascido em Porto Alegre, Samir Machado
arrebanhou elogios da crítica com o romance Quatro soldados. Agora, em sua
estreia na Rocco, o gaúcho confirma que é uma das vozes mais originais da
literatura nacional com um romance histórico que se filia à melhor tradição do
gênero. Na trama, um soldado brasileiro é enviado a Londres com a missão de
investigar uma rede de contrabando de livros eróticos para o Brasil, em 1760, e
se deslumbra com os luxos e excessos da alta sociedade europeia. Uma legítima
aventura de capa e espada, com direito a duelos e perseguições a cavalo,
apimentada pela literatura pornográfica iluminista e pelo universo LGBT do
século XVIII. A obra foi adquirida para adaptação cinematográfica pela RT
Features, responsável por sucessos internacionais como Frances Ha, de Noah
Baumbach, entre outros.


A Luz Entre Oceanos, de M. L. Stedman

Sinopse: Romance de estreia da escritora australiana M. L. Stedman, A
luz entre oceanos mostra como a necessidade de amar também pode destruir vidas.
O livro, que teve os direitos de publicação comercializados para mais de 20
países, chega aos cinemas em novembro de 2016, com Alicia Vikander e Michael
Fassbender nos papéis principais, e volta às prateleiras com nova capa,
reproduzindo o cartaz do filme. Tom Sherbourne é um homem traumatizado pela sangrenta
Primeira Guerra Mundial, que retorna à terra natal, a Austrália, para tentar
reconstruir sua vida. Sua busca por paz o leva a ser o mais novo faroleiro de
Janus Rock, uma ilha isolada ao oeste da costa australiana. Ele e sua mulher,
Isabel, vivem bem, até ela sofrer dois abortos espontâneos e descobrir que não
pode ser mãe. Um dia, um barco naufragado aporta na ilha. Nele, estavam um
homem, já morto, e um bebê, ainda vivo. Este fato trágico e inusitado reacende
a esperança de Isabel de ter um filho, fazendo o casal tomar uma decisão que
marcará suas vidas para sempre. Quebrando todas as regras, Tom não registra o
acidente com o barco nem a chegada inesperada daquele bebê. O jovem casal se
torna protagonista de um drama moral, numa escalada de eventos com
desdobramentos devastadores.  


Fábrica231:


Placebo Junkies – Piratas de laboratório, de J.C. Carleson

Sinopse: Audie é uma jovem como qualquer outra, mas encontrou uma
forma incomum de descolar uns trocados: ela serve de cobaia para a indústria
farmacêutica. Neste irreverente romance, J.C. Carleson, ex-agente da CIA,
mergulha no universo pouco conhecido, mas muito impressionante, dos voluntários
em série de testes farmacológicos. Na tradição de Trainspotting e Drugstore
Cowboy, doses cavalares de humor negro disputam espaço na trama com o drama de
jovens que vivem no limite. No caso de Audie, ela precisa juntar dinheiro para
oferecer a Dylan, seu namorado que tem uma doença terminal, uma festa de
aniversário de 18 anos inesquecível. “Não há ganho sem dor”, ela repete, em
meio aos efeitos colaterais das substâncias e procedimentos a que está sujeita
e aos esquemas para lidar com eles. Mostrando as entranhas de um mundo
desconhecido da maioria das pessoas, Placebo junkies arrancou elogios da
crítica com sua narrativa original e completamente viciante.


Eu estou aqui, de Clélie Avit

Sinopse: Vencedor do prêmio Nouveau Talent 2015, Eu estou aqui, da
professora e escritora francesa Clélie Avit, é uma emocionante história de amor
e superação que tem início quando Thibault, ainda se recuperando de um divórcio
que levou embora suas esperanças, entra por acaso no quarto errado do hospital
onde fora visitar o irmão. No leito, uma mulher dorme e ele encontra uma paz
que há muito não sentia. Em coma há cinco meses, Elsa sofreu um acidente numa
escalada, e a família já não acredita em sua recuperação. Mas, tomado por um
sentimento que ele mal consegue definir, Thibault passa a visitá-la sempre que
possível e, a cada dia, aumenta sua certeza de que está apaixonado por Elsa e
de que ela ouve cada uma de suas palavras. Uma declaração de amor à vida e aos
pequenos gestos que são capazes de transformá-la. O livro chega ao Brasil pela
coleção <3 Curti, do selo Fábrica231, dedicada a histórias românticas com
final feliz.

Bicicleta Amarela:


A Mágica Transformadora do F# – Como parar de perder tempo
que você não tem com gente que você não gosta fazendo coisas que você não quer,
de Sarah Knight

Sinopse: Um livro perfeito para os estressados e sobrecarregados de
plantão aprenderem a dizer não, sem culpa, para o excesso de obrigações e
compromissos desnecessários. Nesta paródia brilhante do bestseller A mágica da
arrumação, de Marie Kondo, Sarah Knight, ex-editora que trocou uma rotina
opressora por uma carreira freelance, apresenta um guia prático para quem
deseja se livrar de dramas familiares, da exigência pelo corpo perfeito, da
opinião alheia e de outras bobagens que tanto consomem o tempo e a mente, sem
parecer desagradável, mas praticando a mais límpida e amigável sinceridade. Uma
autoajuda diferente e bem-humorada, ideal para os tempos atuais.

Rocco Jovens Leitores:


Winter – Crônicas Lunares #4, de Marissa Meyer

Sinopse: Bestseller do The New York Times, a série Crônicas Lunares
conquistou os leitores com sua releitura high-tech de contos de fadas
tradicionais. Depois de Cinder, Scarlet e Cress, inspirados, respectivamente,
nas histórias de Cinderela, Chapeuzinho Vermelho e Rapunzel, Marissa Meyer
entrega a eles o último capítulo da série, em que reconta a história de Branca
de Neve com tintas distópicas. Na trama, a princesa Winter vive subjugada por
sua madrasta, Levana, que inveja sua beleza e não aprova os sentimentos da
jovem pelo amigo de infância e belo guarda real Jacin. Mas Winter não é tão
frágil quanto parece, e, junto com a ciborgue Cinder e seus aliados, a jovem
princesa é capaz de iniciar uma revolução e vencer uma guerra que já está em
andamento há muito tempo. Será que Cinder, Scarlet, Cress e Winter podem
derrotar Levana e encontrar seus finais felizes?


Fantástica Rocco:


Criaturas Estranhas – Histórias selecionadas por Neil
Gaiman, de Neil Gaiman

Sinopse: Dezesseis histórias fantásticas, algumas escritas há mais de
cem anos, outras inéditas, selecionadas por ninguém menos que o aclamado autor
de Coraline e outros tantos sucessos, Neil Gaiman. Como o título sugere,
Criaturas estranhas é uma coletânea de contos povoada por seres fantásticos,
magníficos e às vezes assustadores. Assinadas por autores clássicos de ficção
científica e fantasia, como Anthony Boucher e Diana Wynne Jones, a escritores
contemporâneos, como Nnedi Okorafor e o próprio Gaiman, as histórias, que
parecem ter saído de um sonho, ou talvez de um pesadelo, têm em comum o olhar
atento e único de Neil Gaiman para o insólito. Cada conto é precedido de um
comentário do escritor, que visa a provocar ainda mais a imaginação do leitor.


Seeker – A Guerra dos Clãs, de Arwen Elys Dayton

Sinopse: Primeiro da trilogia de mesmo nome, que marca a estreia da
autora Arwen Elys Dayton na literatura young adult, Seeker – A guerra dos clãs
é uma fantasia épica com toques de ficção científica perfeita para fãs de
séries como Jogos Vorazes, Divergente e Jovens de Elite. A história gira em
torno da jovem Quin Kincaid, treinada para se tornar uma Seeker e lutar ao lado
de seus companheiros para proteger os injustiçados, levando luz para um mundo
mergulhado na escuridão. Na noite de seu juramento, porém, quando está prestes
a honrar seu legado e iniciar sua missão, Quin descobre que ser uma Seeker não
é bem o que ela havia imaginado. E mesmo sua família e seu grande amor não são
exatamente como ela acreditava. A jornada de Quin Kincaid em busca de sua
verdadeira identidade vai começar. Uma saga memorável, protagonizada por uma
heroína inesquecível.


E aí, curtiram os lançamentos? Se interessaram por algum? Me contem!


Livro de colorir do filme “Animais Fantásticos e Onde Habitam” será lançado na Bienal de SP

Olá, pessoal!

Hoje trago uma notícia bem legal para quem está aguardando ansiosamente a estreia do filme Animais Fantásticos e Onde Habitam: a HarperCollins Brasil irá lançar nesta sexta-feira (dia 02) a edição brasileira do livro Animais Fantásticos e Onde Habitam: O livro de colorir de
personagens e lugares mágicos
!

O livro, que terá um evento especial de lançamento na Bienal do Livro de São Paulo, trará imagens inéditas, revelando personagens, novas criaturas e cenários que aparecem na adaptação cinematográfica do livro de J.K. Rowling.

Outros três livros do universo de Animais Fantásticos foram adquiridos e serão lançados futuramente pela editora HarperCollins: Animais Fantásticos e Onde Habitam: O livro de colorir de
criaturas mágicas
, Mergulhe na Magia: Os bastidores de Animais Fantásticos e Onde Habitam e A Magia do Filme Animais Fantásticos e Onde Habitam.

       

O filme tem estreia prevista para 17 de novembro deste ano.




Young Editorial na Bienal do Livro SP + Desconto para leitores

Olá, pessoal!

Como vocês estão? Aproveitando bastante a Bienal?

Para a galera que está curtindo o evento (que vai até dia 4 de setembro), a nossa parceira Young Editorial está com um estande maravilhoso e cheio de coisas boas para vocês! 

Segue a programação da Young na Bienal:


E para melhorar, a Young Editorial está dando 10% de desconto para os leitores do blog Livros da Jess! Para receber o desconto basta apresentar um print do cupom (inteiro), ok? 

*Desconto válido até 02/09 e não acumulativo com outras promoções
Espero que vocês estejam se divertindo bastante, conhecendo autores incríveis e fazendo desta edição a melhor Bienal da vida de vocês!

Aos que não podem comparecer, como eu, só resta babar nas fotos, né? haha!

Resenha: Zoo – James Patterson e Michael Ledwidge

Título: Zoo
Editora: Arqueiro
Autores: James Patterson e Michael Ledwidge
Páginas: 288
Ano: 2015
Nota:  

Sinopse: Algo está acontecendo na natureza. Uma misteriosa
doença começa a se espalhar pelo mundo. Inexplicavelmente, animais passam a
caçar humanos e a matá-los de forma brutal. A princípio, parece ser algo que se
dissemina apenas entre as criaturas selvagens, mas logo os bichos de estimação
também mostram suas garras e as vítimas se multiplicam. A humanidade é presa
fácil. Apavorado, o jovem biólogo Jackson Oz assiste a escalada dos
acontecimentos. Ele já previu esse cenário alarmante há anos, mas sempre foi
desacreditado por todos. Depois de quase morrer em uma implausível emboscada de
leões em Botsuana, a gravidade da situação se mostra terrivelmente clara. O fim
da civilização está próximo. Com a ajuda da ecologista Chloe Tousignant, Oz
inicia uma corrida contra o tempo para alertar os principais líderes mundiais,
sem saber se as autoridades acreditarão em um fenômeno tão surreal. Mas, acima
de tudo, é necessário descobrir o que está causando todos esses ataques, pois
eles se tornam cada vez mais ferozes e orquestrados. Em breve não restará nenhum
esconderijo para os humanos…



A trama conta a história de Jackson Oz, um biólogo que teve
sua carreira praticamente afundada após perceber um comportamento hiperagressivo
em animais e largar seu doutorado para trabalhar melhor sua descoberta. Jackson
tentava convencer as pessoas de que estava havendo uma espécie de reação
evolucionária interespécie organizada contra o homem. Chamou sua teoria de
CAH
Conflito Entre Animais e Humanos – e tentou a todo custo alertar as autoridades
e a população. Todo o esforço foi em vão, ninguém acreditava em Oz e nem
que CAH fosse real.


Anos se passaram e mesmo desacreditado por todos, Oz nunca
deixou de levar a sério sua teoria. Continuou estudando, aprimorando as
pesquisas e tentando achar algo concreto para que pudesse convencer as pessoas
de que o CAH estava acontecendo.

Quando, sem nenhum motivo aparente, animais selvagens de
vários lugares do mundo começam se comportar de maneira agressiva, atacando
humanos sem nenhuma razão, Oz tem ainda mais certeza da sua teoria. O problema
piora e animais domésticos começam a se comportar agressivamente também, com
ataques cada vez mais ferozes e orquestrados. Oz tentará correr contra o tempo
para alertar as autoridades sobre o CAH mesmo sem saber se acreditarão nele. Ele
ainda precisa descobrir a causa do problema, mas acima de tudo, descobrir como
solucioná-lo antes que seja tarde demais.  

Eu nunca tinha lido nada do Patterson, mas tinha grandes
expectativas por conta dos inúmeros elogios que já li sobre a escrita dele. E
só posso dizer que minhas expectativas foram alcançadas. A escrita de Patterson
(e de seu co-autor,
Ledwidge) é simples, leve e bem desenvolvida. Os autores
conseguiram descrever bem ambientes e detalhes sem tornar a leitura entediante.

Na parte de trás do livro tem algo escrito como “as páginas viram
sozinhas”
. Nada mais verdadeiro. Depois que você começa a leitura, não consegue
mais parar. A narrativa de Zoo – envolvente e instigante – se alterna entre
primeira pessoa e terceira pessoa, sendo a maioria dos capítulos narrados por
Jackson Oz. Os capítulos são curtos
(mais ou menos duas, três páginas cada) o que torna a leitura ágil e dinâmica. 

“Se eu tivesse me enganado, estaria louco. Se estivesse certo, o mundo estava perdido.” p.21


Sobre os personagens, Jackson Oz protagoniza alguns diálogos irônicos, é alguém leal ao que
acredita e se preocupa com a humanidade. Mas, ao meu ver, não foi um personagem bem desenvolvido. Isso fica claro em momentos como a morte de pessoas bem próximas ao personagem e Jackson se demonstra quase indiferente. Já Chloe foi uma personagem pouco explorada, não me cativou e acaba
ficando apenas como par romântico/”fiel escudeira” do personagem principal. A trama foi muito bem explorada, já os personagens, nem tanto.

Cabe dar um destaque especial para Atilla, um chimpanzé –
utilizado anteriormente para pesquisas em laboratório – que foi resgatado por
Oz. Alguns capítulos foram contados levando em consideração
o ponto de vista de Atilla – ainda que em terceira pessoa – e foi bem legal poder acompanhar o
personagem enquanto o CAH se desenvolvia.

“Acabou que o apocalipse ia chegando bem devagar. Sem incêndios e enxofre, mas com ferrugem e dentes-de-leão. Não numa explosão, mas num suspiro.” p.146


No que diz respeito à ficção científica, a obra deixa a
desejar. Levando em consideração que o personagem é biólogo e a obra é repleta
de cientistas e ecologistas, fica faltando informações científicas mais
precisas. O que para mim, confesso, não foi motivo de incômodo. Zoo prende o
leitor pelo suspense bem desenvolvido.
 Além disso, o livro possui algumas cenas que causam verdadeira aflição. A tensão do livro se torna quase palpável
e isso aumenta o prazer da leitura.
Gosto muito de livros que causam certo impacto em nós quando
acabamos a leitura e Zoo fez isso comigo. Além de trazer boas reflexões acerca
de problemas ambientais, entre outras temáticas importantes, a obra faz com que
o leitor fique com perguntas na cabeça como “O que faríamos se os caçadores virassem presas?”, “O que eu faria se meu bichinho de estimação me atacasse?”.

Sobre capa e diagramação: Eu simplesmente amo essa capa! A diagramação do livro está ótima, fonte em um ótimo tamanho para
leitura e não encontrei erros ortográficos ou de espaçamento. A Editora
Arqueiro
está de parabéns pelo belo trabalho!

A obra foi adaptada para série de TV pela rede de televisão
americana CBS – com direitos adquiridos
pela Netflix –  e já está em sua segunda
temporada. Aqui no Brasil, ela passa no canal Space da TV por assinatura.

        


Zoo é um livro repleto de ação e suspense, que vai te deixar
vidrado até a última página
. Indico para quem procura uma leitura empolgante e
perturbadora.